A expectativa está baseada numa provável recuperação do setor

O setor deve encerrar o ano de 2018 com cerca de 12 mil empregos formais criados, só no Estado de São Paulo, aponta projeção da Apas (Associação Paulista de Supermercados). Isso significa uma alta de 25% em relação a 2017.

“Com a queda da inflação, da taxa básica de juros e a consequente retomada da economia esperado para 2018, o setor supermercadista dá sinais de que pode recuperar suas vendas em faturamento e volume, o que resulta no crescimento do emprego, já que a demanda tende a ser maior”, analisa Thiago Berka, economista da entidade.

Ao todo, os supermercados paulistas fecharam o ano passado com saldo positivo de 8.592 vagas, um número cerca de duas vezes maior que os 3.992 empregos criados em 2016, conforme análise da Apas com base em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.Para Berka, o número é para se comemorar, mas ainda está abaixo da média de 2010 a 2014.

“A média de 2010 até 2014 foi de 18.915 postos líquidos positivos de trabalho, isso demonstra que há uma grande lacuna de avanço e crescimento para o setor buscar novos profissionais”, explica.

Hipers e supers contratam mais
Em relação aos formatos de loja, os supermercados e hipermercados foram os grandes contratantes no setor, com 5.289, empregos formais, ou 62% do total de 2017, melhor resultado desde 2015.

Já os minimercados e mercearias tiveram um mês de dezembro com demissões e fecharam o ano com contratação de apenas 292 vagas, o pior resultado desde 2010. Os atacados e atacarejos encerraram 2017 com criação de 2.292 vagas, resultado praticamente igual ao de 2016, porém, abaixo da média histórica. Por último, surpreenderam o comércio hortifrutigranjeiro com 713 vagas criadas, resultado melhor que o dos minimercados e mercearias e também melhor desempenho desde 2013.

O setor de minimercados e mercearias, que corresponde a 55% do total de lojas do varejo alimentar paulista, demonstrou um desempenho abaixo do esperado para as contratações em 2017. O economista da APAS elenca três motivos como os principais para este desempenho:

“O primeiro ponto foi a maior deflação histórica dos alimentos, que acelerou no segundo semestre e chegou ao menor valor da história do Plano Real, que, para o pequeno varejista, pressiona suas margens já apertadas. Outro ponto foi a intensificação das promoções de final de ano pelas médias e grandes redes, que tornou a competição ainda mais acirrada. E a possível antecipação da demissão dos funcionários temporários, de janeiro para dezembro, em virtude do desempenho abaixo do esperado para o Natal”, explicou Berka.

Principais empregadores do estado

No fechamento do ano, Guarulhos e São Paulo lideraram a criação no setor varejista alimentar, com 25% do total dos 8.592 postos. A região de Campinas, Jundiaí e Piracicaba responderam, juntos, por mais de 15% do estado. Os restantes das dez maiores gerações de emprego líquidas também são do interior, demonstrando como há espaço de crescimento de emprego e lojas.

Nota Metodológica

A Pesquisa de Emprego dos Supermercados apura mensalmente o comportamento do emprego no setor supermercadista através de dados do CAGED (Cadastro Geral De Empregados E Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego. São coletados dados sobre a Admissão, Demissão, Saldo Mensal e Saldo Total de funcionários ligados a atividade supermercadista, e os indicadores apontam a evolução e o comportamento do setor ao longo do tempo.

Fonte: Supermercado Moderno