Apesar de serem redes de fast food, a iniciativa pode inspirar os supermercados

Um delivery tradicional, no mínimo, gera despesas com frota e mão de obra. “Para cortar esses gastos, mas sem deixar de oferecer o serviço aos clientes, algumas varejistas fora do Brasil têm adotado sistema de entregas em parceria com empresas de transporte privado, tipo o Uber”, conta Alejandro Padron, especialista de varejo numa entrevista à SM.

Depois que o McDonald’s resolveu entrar no delivery, com uma parceria com o Uber, outras redes americanas de fast-food também sentiram a necessidade de fazê-lo. Só que a YUM Brands, dona da Pizza Hut, KFC e Taco Bell, não gostou do serviço que a Lyft (a grande rival do Uber) prestou em teste com a marca mexicana da holding.

Então ela resolveu fazer diferente: comprou parte da GrubHub, uma startup de Chicago que presta serviço de entregas, por US$ 200 milhões. Ela é parecida com a brasileira iFood neste sentido, conectando pessoas que querem a comida e restaurantes. E como o iFood, ela também tem um serviço de entrega (no caso do iFood, o serviço chama-se SpoonRocket).

É um modelo mais “ágil” que as tradicionais do segmento Uber e Lyft. Ele é “pensado” para funcionar como um delivery, eliminando algumas ineficiências de alguns de seus rivais, como o tempo de deslocamento até o estabelecimento (com a compra dos produtos no balcão) e a possibilidade do entregador vir de carro (sim, já aconteceu com muita gente), muito menos ágil do que uma moto que já parte do restaurante.

A YUM quer fazer melhor! Quer uma solução desenhada para suas necessidades, que seja capaz de resolver os grandes problemas que rodeiam o delivery de alimentos em redes de fast-food. Principalmente para as marcas KFC e Taco Bell, que só tiveram deliveries em teste, enquanto a Pizza Hut é uma das gigantes deste segmento.

Os US$ 200 milhões pagos servirão para aumentar a rede da GrubHub e desenvolver outros serviços. Fazer parcerias e investimentos com startups é uma excelente forma para empresas estabelecidas conseguirem resolver seus problemas.

Nos supermercados

Em 2016, o Sam’s Club iniciou um piloto em uma de suas unidades de Miami (EUA). A rede usou o Deliv, chamado de o “Uber do mundo do varejo”. A vantagem é que o cliente paga a taxa direto para o prestador de serviço. Não há vínculo empregatício e nem a necessidade de a loja ter frota.

De acordo com Padron, outra maneira de o varejo oferecer o serviço sem gastar é firmando parcerias com motoristas com mais tempo disponível. Mas é importante que sejam responsáveis e de confiança. “Nos próximos anos, a tendência é vermos isso se disseminar no País”, afirma o consultor. Já pensou nessa possibiliadde para sua rede?

Fonte: Startse