Segundo a Acaps, empresários acreditam que medida não compensa financeiramente. Em agosto, um decreto do presidente do presidente Temer incluiu os supermercados na lista de atividades essenciais.

Os empresários do setor supermercadista do Espírito Santo voltaram atrás e agora não querem a abertura dos supermercados aos domingos no estado. A última convenção, que decidiu pela abertura durante alguns meses, valeu até terça-feira (31/10). Agora, o assunto volta a ser debatido.

Segundo o superintendente da Associação Capixaba dos Supermercados (Acaps), Hélio Schneider, na sexta-feira (3/11), aconteceu a reunião que buscou definir a convenção coletiva que valerá até outubro de 2018.

Schneider adiantou à reportagem do G1, de forma extraoficial, que quase 100% dos empresários não quiseram a abertura dos estabelecimentos aos domingos porque ela não compensa financeiramente.

“O consumidor hoje, de um modo geral, tem seu planejamento familiar e não vai comprar mais porque o supermercado está aberto aos domingos. Mas o custo vai existir para o empresário”, justificou.

No mês de agosto, um decreto do presidente do presidente Michel Temer (PMDB) incluiu os supermercados na lista de atividades essenciais a exemplo das farmácias e restaurantes.

Para o superintendente da Acaps, no entanto, como a maioria dos empresários não querem os supermercados abertos aos domingos, a convenção coletiva deve seguir nesse sentido.

“A tendência é cair ainda mais as vendas, já que teremos que repassar os custos aos consumidores. Não é simplesmente abrir e fechar. É uma decisão de muita responsabilidade”, acrescenta.

Questionado sobre a situação de outros estados — o Espírito Santo é o único em que os supermercados não abrem aos domingos —, o superintendente afirmou que não pode ser feita a comparação, já que a população capixaba é bem menor do que a São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo.

Férias

Hélio Schneider reforçou que existe a possibilidade dos supermercados abrirem aos domingos em janeiro e fevereiro, como aconteceu neste ano, no período de férias. O que não está certo ainda são os meses de dezembro deste ano e julho do ano que vem.

Fonte: G1 Globo