A previsão é da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados)

A indústria brasileira de biscoitos, massas e pães estima que sua produção volte aos níveis de 2015 até o fim do ano, segundo a Abimapi ((Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

As fabricantes tiveram uma queda de 2,8% no volume de vendas e um aumento de 4,3% na receita em 2016. O faturamento no ano passado foi de R$ 36,86 bilhões.
“Pelo tamanho da crise, foi positivo termos conseguido nos manter estáveis. O crescimento nas vendas em valor não foi nada mais que uma reposição de custos”, diz Claudio Zanão, presidente-executivo da entidade.

“Com uma leve retomada da economia neste ano, a previsão é que o setor reverta a curva em volume, com um aumento em torno de 2%, e tenhamos uma alta próxima a 6% na receita.”

A maioria dos itens produzidos por associados, como biscoito e macarrão, podem ser considerados de primeira necessidade, diz Zanão.
Mesmo com a redução do poder de compra do consumidor, não deixam de ser consumidos, afirma.

Sem recheio

A Piraquê conseguiu um pequeno crescimento em volume no ano passado, em torno de 2%, mas precisou sacrificar praticamente a metade de sua margem de lucro, diz Alexandre Colombo, diretor da empresa. “Neste ano, a perspectiva é de recuperar um pouco nossa rentabilidade, com alguns repasses de preços ao consumidor. A projeção é aumentar o volume perto de 6% e o faturamento de 10% a 12%.”

A companhia observou uma migração de consumidores para produtos mais básicos, como biscoitos sem recheio, movimento semelhante ao que ocorreu com o setor, diz Colombo. A Piraquê faturou R$ 915 milhões no ano passado. Para esse este ano, a projeção é de R$ 1,06 bilhão.

Fonte: Supermercado Moderno