Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa nacional por Amostra de Domicílio Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

O quarto trimestre de 2016 terminou com 12,3 milhões de desempregados e outros 12 milhões que trabalhavam menos horas do que gostariam, ou que poderiam trabalhar, mas não estão no mercado. Com isso, a subutilização – que soma todos esses contingentes – somou 24,3 milhões de pessoas no quarto trimestre de 2016, subindo para o equivalente a 22,2% da força de trabalho, segundo informações da Pnad Contínua (Pesquisa nacional por Amostra de Domicílio Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No terceiro trimestre, a taxa era de 21,2%. Na média de 2016, a taxa de subutilização foi de 20,9% da força de trabalho. Houve um aumento de 31,4% ou 5,8 milhões de pessoas subutilizadas no mercado de trabalho, em relação ao 4º trimestre de 2015, quando eram 18,5 milhões de pessoas estavam nessa condição, ou 17,3% da força de trabalho. Ante o terceiro trimestre, houve o incremento de 1,4 milhão de pessoas.

Segundo o IBGE, a região Nordeste teve a maior taxa (33%) de subutilização da força de trabalho no 4º trimestre, enquanto a menor ocorreu no Sul (13,4%). Entre os Estados, a Bahia atingiu o patamar mais alto (36,2%), sendo o menor em Santa Catarina (9,4%).

Já a taxa de desocupação no quarto trimestre, cujo dado para o Brasil o IBGE já havia divulgado no fim de janeiro, de 12%, ficou acima da média nacional nas regiões Nordeste (14,4%), Norte (12,7%) e Sudeste (12,3%). Centro-Oeste (10,9%) e Sul (7,7%) foram as regiões cujas taxas ficaram abaixo do indicador para o Brasil. No Amapá, o indicador ficou em 16,8%, a maior taxa entre os Estados. Em Santa Catarina, a taxa foi de 6,2%, o menor índice para as unidades da federação.

Em São Paulo, o desemprego diminuiu do terceiro para o quarto trimestre, a taxa nesse período passou de 12,8% para 12,4% da força de trabalho. Mas no fim de 2015 essa taxa de desocupação era de 10,1% no Estado. Já no Rio de Janeiro, segunda maior economia do país, o desemprego bateu recorde no quarto trimestre, 13,4%, a maior taxa desde 2012.

Fonte: Supermercado Moderno