Números são de um levantamento feito pelo Sindicato dos Lojistas. No fim de semana (26 e 27/11), uma loja fechou e demitiu mais de 130 funcionários.

Pelo menos 67 empresas, incluindo lojas de varejo e atacado, confecções e artigos fecharam as portas em meio a crise econômica em Santarém, no oeste do Pará. Os números são de um levantamento feito pelo Sindicato dos Lojistas (Sindilojas) no período de janeiro a novembro deste ano e que estão contidos em um relatório.

Conforme o Sindilojas, os números das projeções também apontam que até o fim do ano, mais empresas podem fechar, ocasionando demissões em massa e enfraquecendo a economia de boa parte do município, pois muitos dos impostos deixam de ser pagos por essas empresas. O Sindicato espera que haja aquecimento nas vendas com o pagamento do 13º salário.

No fim de semana, a filial de uma rede de lojas de departamento pertencente a um grande grupo do Pará fechou as portas em Santarém, após 19 anos, ocasionando a demissão de mais de 130 funcionários. As vendas caíram e o faturamento não voltou ao que era antes. A gerência apostou nas promoções para garantir a estabilidade no mercado, o que não foi possível.

Agora ex-funcionário, o auxiliar de depósito Raimundo Pinto, que atuou por 16 anos na loja, pensa em outra oportunidade de emprego. “É triste. A gente fica triste porque aqui a gente fez muitas amizades, muitos amigos e agora muita gente desempregada. É a vida né? A crise chegou e as outras empresas conseguiram segurar e essa aqui infelizmente não”, relatou.

Entre tantas lojas espalhadas pela cidade, é possível encontrar boa parte delas extintas. Os comerciantes que não fecharam as portas afirmam que enfrentam dificuldades para manter os estabelecimentos funcionando, uma vez que o movimento e as vendas também caíram. As vendas para o Natal e Ano Novo ainda podem ser a esperança para os lojistas.

Para o presidente do Sindilojas, Alberto Oliveira, a situação chega a ser preocupante, pois boa parte da economia do município está voltada para o comércio. “Precisamos pensar em alternativas que não sejam apenas o comércio esse vetor de desenvolvimento e sim em indústrias. A gente possui uma diversidade que pode alavancar a nossa economia”, explica.

Outro fator importante e que contribui para o fechamento das lojas foi a diminuição no consumo, causado pelo desemprego em empresas de outros setores, pois renda fixa, muitas pessoas deixaram de fazer compras com maior frequência. Em outubro deste ano, o Sindilojas anunciou que as contratações temporárias seriam bem menos e que praticamente todos os setores poderiam ter novas demissões até o fim do ano.

Fonte: G1 Globo