Cerca de 43,9% dos varejistas mudaram os horários de funcionamento da loja

O aumento da sensação de insegurança fez com que 42,4% dos supermercadistas de Belo Horizonte decidissem tomar atitudes preventivas nos últimos 12 meses. A principal ação foi a mudança nos horários de funcionamento da loja (43,9%), enquanto 29,5% passaram a guardar objetos de valor em outros locais e 24,5% reforçaram a proteção. De acordo com a Pesquisa de Vitimização do Segmento Supermercadista, realizada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, em parceria com o Sincovaga BH (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios), as medidas também foram impulsionadas pelo fato de mais de 58% dos empresários terem sofrido algum tipo de violência na cidade.

Nesse cenário, a percepção da insegurança no trabalho aumentou significativamente. Em 2015, apenas 19,8% consideravam um risco manter o supermercado aberto até mais tarde. Em 2016, o número saltou para 87,5%. Já a manutenção da loja em funcionamento aos finais de semana é perigosa para quase 80%, contra apenas 13,5%, no ano passado. “O setor tem sido um dos principais alvos da violência nos últimos anos, em Belo Horizonte”, afirma a analista de pesquisa da Fecomércio MG, Elisa Castro. Entre os problemas já enfrentados nos estabelecimentos, estão furtos à loja (37,4%), assalto à mão armada aos comerciários (26,8%) e assaltos a comerciários sem uso de arma de fogo (11,4%).

“A situação de assaltos virou rotina e, infelizmente, os empresários estão acostumados a proceder diante de tais agressões. Essa pesquisa é extremamente útil para orientar as ações de prevenção para segurança, tanto dos supermercados quanto da segurança pública. Os furtos internos aumentaram em função da situação econômica do País, mas temos esperança de que esse quadro se reverta em breve”, analisa o presidente do Sincovaga BH, Gilson de Deus Lopes.

Fonte: sm.com.br